domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sobre o projeto "A journey through the African diaspora" e o Ónarìn Kojá

"A diáspora em perspectiva" - José Sérgio Fonseca de Carvalho



Na última sexta-feira dia 21 de fevereiro de 2014, tivemos a grata surpresa de ver sair um artigo sobre as ações do projeto "A journey through the african diaspora" e o grupo de nossa escola o Ónarìn Kojá na revista Educação de um grande portal de notícias.
Parabéns aos professores, alunos e funcionários do EMEFM Vereador Antonio Sampaio que se dedicaram intensamente para que o projeto acontecesse, os agradecimentos especiais aos professores David Ribeiro (História) que indicou nossa escola para o projeto e hoje acompanha as notícias pelo facebook, Carlos Eduardo Fernandes Júnior (Artes) que apoiou desde o início e atualmente acompanha da DRE Penha, Luiz Fernando Costa de Lourdes (Educação Física e POIE - professor orientador de informática educativa) coordenador do projeto na escola, as professoras Adriana Vasconcellos (Geografia) e Maria Josenita Viana (profa. Jô de História) que dão o suporte diário ao projeto e junto ao grupo da escola.
Nós sabemos o quão importante é nesse momento o reconhecimento do trabalho árduo de todos os profissionais da escola.
Agradecemos a todos os professores que de certa forma contribuíram para que essa experiência seja e continue sendo impar.
Aos parceiros que sem eles nem a ideia seria concebida, ao Museu Afro Brasil, ao Prince George`s African American Museum & Culture Center, a American Alliance of Museums e ao Departamento de Estado dos EUA.
Clique no link para ver a matéria.
Diáspora em perspectiva professor José Sérgio Fonseca de Carvalho

Boa leitura!!!






sábado, 22 de fevereiro de 2014

Estudos sobre África e Cultura Afro-brasileira III

O COMÉRCIO
           As diferentes sociedades desenvolveram formas de vida adequadas a cada região, vivendo do que conseguiam retirar da natureza.  As populações costeiras ribeirinhas trocavam peixe seco por grãos cultivados nas regiões de savana; os produtos de tubérculos das áreas de floresta comerciavam com os pastores dos planaltos. Os diferentes grupos trocavam seus produtos por meio do comércio de curta ou longa distância. O comércio era outra forma importante de as sociedades se relacionarem, trocando não só mercadorias como ideias e comportamentos. O comércio era atividade das mais presentes na história de várias regiões  da África.  Os produtos eram negociados por pessoas vindas de longe, com costumes e crenças diferentes  que se misturaram a tradições locais.
           
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 Era com o comércio a longa distância que se conseguiam os maiores lucros, já o comércio a curta distância se articulava á vida da aldeia, das cidades  próximas, das províncias, envolvendo quando muito regiões vizinhas. O excedente de um grupo era trocado pelo de outro, assim a dieta alimentar podia ser variada. De mão em mão, esses produtos podiam percorrer grandes distâncias, cujo exemplo extremo é o caso das contas indianas e cacos de porcelana chinesa encontrados em escavações  na região dos zimbabués (A
República do Zimbábue, é um país da África Austral). A partir do século XV, quase todos mantinham algum tipo de troca com seus vizinhos  maios ou menos  próximos. Rotas fluviais e terrestres existiam nas bacias dos rios mais importantes e nas regiões  entre eles. A vitalidade do comércio  dentro do continente africano, de curta , média e longa distância, põe  por terra a ideia de sociedades isoladas uma das outras, vivendo voltadas apenas para si mesmas.


O sobrenatural
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      O mundo sobrenatural é o das religiões , da magia , ao qual os homens só tem acesso parcial, por meio de determinados ritos e cerimônias. O sobrenatural pressupõem a existência de algum tipo de realidade além da física. Já algumas sociedades africanas acreditam que toda vida na terra estava ligada ao além.  Essas forças sobrenaturais ou espíritos possuem dimensões que só especialistas, ritos e objetos sacralizados podiam atingir. Na costa da África que vai do Senegal até Moçambique,  na qual os portugueses e outros povos europeus negociavam escravos, e nas regiões  ligadas a esses litorais, quase tudo era explicado e resolvido por forças sobrenaturais. Estes guiados por seus vocabulários chamavam de feitiço as práticas e  mágico-religiosas que viam os africanos fazer. Geralmente os infortúnios eram  considerados frutos de ações impróprias, conscientes ou inconscientes.
          Se uma mulher não consegui se engravidar , se houvesse um furto ou se um filho ficasse doente logo oráculos eram consultados para que  as forças do além mostrassem as soluções. Os líderes depois de serem reconhecidos por membros de seus grupos ,  tinham que ser confirmados  pelos sacerdotes mais importantes , que trabalhavam para o bem da comunidade.

Principais elementos das religiões da África central

          Nos sistemas de pensamento de povos da África Central, pertencentes ao tronco linguístico banto, o mundo se divide entre uma parte habitada pelos vivos e outra pelos mortos, espíritos e entidades sobrenaturais. Era com essas forças que as pessoas buscavam orientação para lidar com os problemas. Eles podiam ser líderes que haviam comandado migrações e fundado novas aldeias; podiam ter introduzido um novo saber, como cultivar uma planta, processar um alimento, uma bebida; podiam ter tido acesso a um poder sobrenatural, como forjar o ferro, colocando-o à disposição das pessoas. Essas forças sobrenaturais ou espíritos se comunicavam somente por meio de um intermediário. 
Se a força criadora de tudo era inatingível, isto é, estava fora do alcance das pessoas e dos espíritos, o mesmo não acontecia com as outras forças sobrenaturais, que eram constantemente chamadas para resolver os mais diversos problemas. Mesmo quando não eram chamadas, para o que eram necessários conhecimentos e objetos apropriados, essas forças mantinham contato com as pessoas por meio de sonhos e de sinais que podiam ser facilmente reconhecidos por qualquer membro do grupo. Porém os contatos mais importantes precisam da intermediação de um.

Texto elaborado pela aluna Bárbara integrante do Ónarìn Kojá baseado no livro de SOUZA, Marina de Mello. África e Brasil Africano. São Paulo, Editora Ática, 2010.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Estudos sobre África e cultura afro-brasileira II

Entre o Saara e o Atlântico
            Africa Ocidental é a região que se estende do no Senegal ao rio Cross mais ao sul. Do rio Niger e rio Senegal nascem nas mesmas terras altas chamadas Futa Jalom.  Um segue direto para a costa e deságua no oceano Atlântico que é o Senegal e o outro corre para o interior em direção ao deserto.
Uma das regiões mais afetadas pelo tráfico de escravos vai da Mauritânia até Republica centro Africana. Antes de negócio de escravos os comerciantes dessa região negociavam o outro extraido de minas próximos aos rios Senagal e Níger, e também a noz-de-cola, peles, plumas e resinas, além de animais, alimentos e produtos artesanais.
Fonte: http://www.gustavaogeografia.com.br/Content/8_saara.gif
      A influência muçulmana demorou mais tempo para atingir aqueles que moravam próximos da costa.
      Dentre os muitos povos podemos destacar os da região que abrange do leste do rio Volta  até o Delta do Níger, existiam Estados cujos chefes controlavam a confecção de objetos que impressionavam até hoje pela beleza. Sociedades que tinham ligação entre si e com Ifé, espécie de cidade mãe na qual se originaram as formas de organização política e social das outras cidades da chamada Iorubalândia ou Iorubo. Dessa região saiu grande parte dos africanos traficados para a América como escravos, um dos motivos era a abundância da oferta.

Os bantos da Africa Central 
         Os bantos têm uma origem comum, falam línguas semelhantes, e suas religiões são parecidas. Misturavam-se com povos que habitavam a África central, oriental e do sul. Tinham um tipo físico diferente, eram baixa estatura e o idioma era caracterizado pela emissão de estalidos. Foi a maior migração da qual se tem história na África durou cerca de 2500 anos a.C e fez com que mais da metade do continente fosse povoado por línguas formadas com base em uma única origem. 
Agricultores, foram intrumentos de ferro, ocupavam terras desabitadas, misturavam-se aos antigos moradores ou expulsavam-nos para outros lugares.
           Eles mudaram feições de toda África subaariana, ao sul do Sael. Antes domínio de grupos nômades de caçadores e coletores, ela se tornou terra de agricultores que viviam em aldeias e dominavam a técnica da metalurgia, o que lhe deu superioridade sobre os povos que ignoravam.Com o corte das árvores para a combustão dos fornos que precisavam atingir altas temperaturas abriram-se campos para as pastagens e a agricultura.

Nas bacias dos rios Congo  e Cuanza - Havia uma variedade de etnias.
Terras mistas de florestas e savanas da África centro-ocidental e central
  • Ambundos imbagaloas;
  • Bacongos, 
  • Cassanjes;
  • Ovumbundos;
  • Lubas;
  • Lundas;
  • Quiocos.
Ao Sul:
  • Remanescentes dos povos coletores e caçadores desalojados pelo bantos, os bosquímanos e também os Hotentotes que aprenderam a pastorear o gado e falavam uma língua de estalidos.
  • Horentores = pastores conhecidos como Coís 
  • Bosquínanos -> coletores conhecidos como Sãs  no conjunto, os dois grupos são chamados Coisã;
Sul oriental e centro oriental do continente, na região dos rios Limpopo e Zambeze, uma variedade de povos bantos como:
  • Zulus,
  • Xonas, 
  • Maraves
  • Iaôs.
Costa oriental da Somália até o sul do Moçambique de língua franca chamada suaíli (língua, banto com forte inflência do árabe e de outros idiomas do Indico).

Interior do continente da região dos lagos Vitória e Tanganica:
  • Pastores vindo do Sael misturaram-se aos bantos agricultores. Esse dois grupos conviveram por séculos, um completamentando o outro, tal qual acontecia na região do delta interior do Níger, onde grupos de origens diferentes e com caracteristicas culturais diversas consumiam em harmonia.
Texto de autoria das alunas Valéria e Érica baseados na leitura do livro de SOUZA, Marina de Melo. África, Brasil Africano. São Paulo, Editora Ática, 2010.

Estudos sobre África e cultura afro-brasileira

A Variedade de povos no continente africano
O grande destaque que se dá em relação a Africa é ao Egito que nasceu a 5 mil anos no Vale do Rio Nilo, desenvolvendo uma civilização de mais de 2 mil anos e deixou marcas de sua grandeza.

Em relação ao comércio existiam povos nômades que viviam na região do deserto, entre eles os bérberes, que criavam camêlos, conheciam os óasis e os poços de água, como os azenegues e tuaregues. Haviam os povos que se fixavam e viviam no vale do rio Nilo e em algumas terras férteis próximas à costa. Agricultores fixavam-se em torno de aldeias ou cidades maiores. 
As mercadorias trazidas pelas caravanas que transitavam pelo deserto do Saara e pelo Sael, vinham das partes na costa do mediterrâneo. 
O meio de locomoção no deserto era o camelo, graças a sua força e a sua capacidade de ficar muitos dias sem comer nem beber água que passou a ser usado com mais frequência somente a partir do século IV de nossa era, facilitando a comunicação e sustentou um comércio que uniu o Sael ao norte da Africa e a mediterrâneo, então os cargos seguiam para a península Arábica e para o mar vermelho, por terra e por mar. 
Os tuaregues foram responsáveis também pela difusão do islã por toda a região norte da Africa do Sudão do Saara ocidental. Onde se formaram os antigos impérios de Gana (Séculos XVI á XVIII). 
O que foi decisivo para a formação desses impérios foi as condições fisicas do delta interior do Níger (região onde esse rio faz uma acentuada curva para o sul existindo ai vários canais interligados que fertilizam a região, vizinha do Saara).  Garantindo assim o sustento de muita gente e favoreceu as atividades comerciais. 
Onde os azengues, tuaregues e outros berberes, faziam o seu comércio, o atual Mali, os povos não eram mulçumanos. Eram principalmente mandigas e fulos, fixos na terra, pastores, cultivaram alimentos, faziam tecidos, cerâmica e trabalhavam o couro. 
A estrutura das cidades eram organizadas, onde os artesãos, administradores e mais ricos viviam no centro e ao redor os que plantaram e criavam animais, para o abastecimento da cidade e de seus familiares.

Em relação a religião destacamos a Etiópia que desde o VI incorporou o cristianismo como religião oficial, já que a religião predominante era o Islamismo.
Tanto o cristianismo como o islamismo tiveram entrada no Continente Africano pelos portos do mar Vermelho e pelo Istmo de Suez. Foi a partir de 660, os seguidores de Maomé conquistavam povos a leste e a oeste da península Arábica levando consigo o Islamismo.

Grupos diferentes que cultuavam as suas identidades como o conto de histórias de seus antepassados e de seus chefes mantinham suas regras de convivência, seus valores, suas crenças e falava línguas e dialetos. E mesmo assim preservando as suas particularidades se ajudavam, viviam em harmonia e se completavam. Do século XII ao XIX a cidade mais famosa dessa região foi a Tombuctu. 
Texto de autoria das alunas Valéria e Érica baseados na leitura do livro de SOUZA, Marina Mello de. África e Brasil africano, São Paulo, Editora Ática, 2010.