quinta-feira, 26 de março de 2015

10 fatos horripilantes sobre a exploração sexual dos negros escravizados

1. Sexo coagido:
As mulheres brancas ameaçavam acusá-los de estupro ou tentativa de estupro, se não concordassem com o sexo para perpetuar a supremacia branca.

2. Bode expiatório:
Mulheres brancas descontavam as suas frustrações sobre os homens escravizados que possuíam com excessiva crueldade, violência e sexo forçado como uma forma de combater o sentimento de relativa impotência (perante homens brancos).

3. Sexo exposto:
Se um senhor de escravos acreditasse que um homem pudesse ter prole forte, saudável, o homem escravizado não só era forçado a ter relações sexuais, como teria que ter relações sexuais na presença do senhor.

4. Castração:
Proprietários brancos castravam ou mesmo matavam os homens escravizados que engravidassem suas mulheres que faziam sexo com negros escravizados quando seus maridos não estavam em casa.

5. Sexo homem com homem:
Muitas vezes, os escravizados eram forçados a manter relações homossexuais (com os senhores ou com outros escravizados).

6. Troca de esposas:
Alguns senhores levavam a esposa de um escravizado e a entregava a outros escravizados para manter relações sexuais e produzir descendentes deles. (Prática dolorosa para a mulher pela perda de seu par e por todo o processo envolvido e para o homem, pela pela perda de seu par.)

7. Humilhação Pública:
Os senhores colocavam homens despidos na frente das mulheres, e ameaçam, com o chicote na mão, a mulher a ter relações sexuais com o homem escolhido.

8. Circuito de plantio:
Negros escravizados seriam colocados em um circuito de plantio, onde eles seriam forçados a fazer sexo com "galões de jovens negras inúteis". Lá, ele se "casaria" - e outra vez.

9. Esposa negada:
O Homem Negro iria viver perto de sua esposa, mas raramente teria permissão para visitá-la, enquanto os homens brancos e outros homens escravizados recrutados fariam sexo consistente com ela.

10. Trabalho árduo:
A um escravizado seria dado trabalho extra, árduo o suficiente para mantê-lo ocupado enquanto homens brancos teriam relações sexuais com a sua esposa.

sexta-feira, 20 de março de 2015

DEBATE: Genocídio da juventude pobre, preta e periférica

E ai galera, Beleza? 
Aqui é a Alexandra Toretto, e venho deixar minhas anotações sobre o debate que fomos assistir:
Assuntos: 
Genocídio 
Movimento negro unificado em 1878
Movimento hip hop (grande cronista da realidade da periferia)
Cabula 
Caso Rosana 
Caso da Claudia 
Necessidade da mobilização social 
Reforma política
Reforma urbana
Racismo institucional 
Religião
(*Durante o decorrer da semana, postarei aqui sobre esses determinados assuntos que debatemos*)

Anotações: 

- O Brasil e o país que mais "se mata" no mundo, maiores vitimas: estão entre15 a 19 anos, negros moradores da periferia.

- De janeiro a hoje perdemos no jabaquara 17 jovens negros.

- O genocídio de jovens negros no Brasil e base internacional para estudo

- Cisu: apenas 8% da população é preto. "Os caras" (Cisu) já tem o cálculo de quantos jovens pretos vai morrer

- O Brasil e o segundo país que mais encarcera no mundo.

- Só em 2013 a polícia militar matou quase 400 pessoas, 2014 - 804 assassinatos.  Hoje temos mecanismo que aceitam que matem no Brasil.

- Na ditadura militar criou "resistência seguida de morte" onde o policial diz que matou em legítima defesa. 

- Kit flagrante (mochila carregada em cambur**s com cocaína, arma raspada) 

- Apenas 8% dos inquéritos são levados pra frente e investigados.





- Enquanto alguns "coxinhas" pedem intervenção militar, nos da periferia clamamos pela democracia e ampliação de diretos, para termos direito a saúde, educação. 
- Pulo do gato preto: reuniões de negros, periféricos discutindo sobre o que passa. 


- Malcon x : pense comigo, onde estão os maiores índices de criminalidade, na periferia, onde tem mais polícia,na periferia, se no lugar onde se tem mais polícia e crime, a polícia e conivente com isso.



- Periferia é periferia em qualquer lugar.

- Hip Hop: Temos como problema desde sempre, professores que não tinham estrutura pra receber o movimento que vinha ali. Isso não é moda, isso é resistência. Não pode deixar de ser protesto. 



- Ou você morre, ou você abraça o que o sistema diz. Bater sobre o sistema sofre o reflexo igual a extermínio.

Ai eu te pergunto: O que que a gente faz pra não continuar morrendo?

Espero que pensem e achem soluções.
Um forte abraço,
Força.

Reunião: 17/03/2015






E ae pessoas, beleza? 
Eu sou a Alexandra Toretto e como prometido retornei, com mais fotos, para mostrar os registros do Onarin Koja. 
Como já dito nos reunimos terça passada, para falarmos sobre o Genocídio de jovens negros da periferia, determinarmos o Onarin 2015, vídeo conferencia e novos membros. 
Tivemos um certo problema quando o assunto foi video conferencia, mas, felizmente Ms Saldaña conectou com nós via skype, e falamos sobre o genocídio no Brasil e Estados Unidos. 


 Esse ano teremos algumas mudanças, que serão muito importantes, para evolução do grupo.






Temos um novo membro, o Thiago Henrique,
16 anos, estudante de escola publica.




 Temos novos projetos para esse ano, que ainda não fui autorizada de falar, mas pode ter certeza que será inesquecível.
 Estavam presentes nessa reunião:
Os professores e coordenadores: Adriana Vasconcellos e Luiz Fernando.
Os Kojas: Daysiree, Valeria, Erica, Barbara, Kendely, Alexandra Toretto (eu), Emmily e Thiago.


Ms Saldaña e Kane (aluno de sua escola), falaram sobre o genocídio, conscientização e como mudar essa atual situação, de jovens negros e periféricos morrendo.
Então é isso pessoal,
Espero que nos acompanhem, nessa luta diária.
Esclarecendo que não apareci nas fotos pois eu as tirei (risos)
Um grande abraço,
Alexandra Toretto

quinta-feira, 19 de março de 2015

Retornando aos projetos

Fonte: www.instagram.com/AlexandraToretto
Eae galera,
Aqui é a Alexandra Toretto, e estou passando para dizer que estamos retornando aos projetos. Essa foto foi tirada dia 17/03/2015 e postada no meu instagram. Proximo post teremos alguns registros sobre nossa reunião e mais detalhes. Esse post é mais para marcar a nossa volta as atividades.
Um grande abraço.
Fui.

sábado, 7 de junho de 2014

Diário de bordo: Semana em fotos\videos

 Olá Kojas,
Aqui é a Alexandra Toretto, e vou mostrar para vocês, a minha visão da viagem em videos e fotos. Espero que assistam e gostem. Queria fazer um leve comentário sobre esses dias, que foram os melhores da minha vida (até então). Vivenciamos uma realidade realmente diferente da nossa, comemos comidas similares porém temperos diferentes, conhecemos pessoas como nós, descobrimos a linguagem internacional do mundo, a que nos une, presenciei essa linguagem tão falada nos livros de alquimia que li, e de fato ela existe, e nos conecta cada vez mais, sim Kojas Keepers, somos irmãos, estamos juntos nessa, desde nossos antepassados africanos, a hoje. Somos a representação deles e de nós, a revolução que tanto almejo, e vi que de fato você não precisa ser uma personalidade mundialmente conhecida para começar a fazer a diferença, você só precisa ser a diferença, o que você faz, como você age, refletira em outra pessoa seja ela seu irmão mais novo ou o senhor que você deu o lugar no ônibus, somos Raul Seixas, somos a metamorfose ambulante, quer ver diferença, levante, fale, faça, seja a diferença, não vai conseguir nada sentado reclamando.
Durante nossa estadia lá, pude confirmar mais e mais o quanto aquelas pessoas iriam se eternizar não só em minha vida como no mundo, são futuros embaixadores, pude ver a vida delas, conhecer seus pais, suas casas, as conhecer. Essa viagem tem um valor emocional para mim que não poderia explicar, eu tentaria se estivesse psicologicamente preparada para isso (risos), só quero dizer a vocês, obrigada, muito obrigada, fazia muito tempo que não sorria daquela forma. Sabe aquele "papo" que diz: Acredite nos seus sonhos; Pensamento positivo sempre; eu sempre acreditei neles, e confesso que eles nunca me abandonaram. Queria dizer a vocês que pensar positivo faz o mundo conspirar a seu favor, acreditar nos seus sonhos te dá forças, nem todo mundo pensa assim, nem todo mundo é feliz, mas a felicidade vem de qualquer parte. Falo isso com propriedade pois lá, conheci minha fada madrinha, eu gostaria de apelida-lá de HOPE (Hope = Esperança) porque graças a ela eu pude reacender a minha esperança, eu realizei um dos meus sonhos, e se tudo continuar fluindo realizarei outros.
Acreditem meus caros, o mundo é das pessoas que sonham. Obrigada a todos mais uma vez pela oportunidade, e se depender de mim, teremos bilhares de Kojas Keepers, dominaremos o mundo. Cada olhar de esperança me trás mas força, toda vez que vejo videos e lembro de parte do meu sonho realizado me motiva. E queria agradecer novamente a todos que fizeram parte disso.
Eu os tenho como parte de mim, o que eu faço é mérito meu, mas isso só acontece graças a vocês.
Obrigada por acreditarem em meu potencial, e por recarregarem minha esperança, força e estima. Eu farei o que puder para agradece-los.

PLAYLIST: DIARIO DE BORDO

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ónarìn Kojá divulgando o projeto "A Journey through the African Diaspora"

Hoje dia 26 de Abril de 2014
O grupo Ónarìn Kojá foi convidado pelo Sr. Edson Barbosa Diretor de DOT-P da Diretoria Regional de Educação do Jaçanã/Tremembé para falar sobre a experiência no projeto "A journey through the African Diaspora" no Encontro de professores participantes da formação do PNAIC (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa).

Os alunos que se voluntariaram a falar sobre o projeto foram Alexandra Silva, Clayton Santos e Daysiree Sousa. Essa foi a primeira experiência do grupo em compartilhar suas experiências com professores. Como o primeiro convite feito após o lançamento do Painel/Mural no Museu Afro Brasil, a experiência de falar sobre suas vivências foi muito emocionante e desafiadora. A apresentação se iniciou com o professor coordenador do projeto Luiz Fernando Costa de Lourdes - POIE do EMEFM Vereador Antonio Sampaio falando sobre o histórico das ações pedagógicas na escola que promoviam o protagonismo dos alunos desde o fundamental I até o Ensino Médio, deixando a explicação de todo o projeto para os alunos.
 
Alexandra iniciou dizendo sobre o que era o projeto e o significado do nome, apresentou toda a equipe brasileira envolvida no projeto, desde nossos parceiros no museu Afro Brasil até os alunos envolvidos no projeto.
Daysiree falou sobre a organização do projeto, das diferentes oficinas como História e Cultura Afro- Brasileira, Artes e língua inglesa, falou das visitas sistemáticas ao acervo do museu, os núcleos de história e memória, religiosidade e arte contemporânea.

Clayton falou sobre as atividades de campo, como o roteiro da São Paulo Negra e Cultural contribuiu para a formação dos alunos, falou sobre os encontros literários com jornalistas, escritores, artistas plásticos e Poetas; Alexandra expôs sobre as aulas de inglês tão fundamentais para o sucesso do projeto.
Daysiree retomou a apresentação falando sobre a experiência do Mural na escola, sobre seus significados, as dinâmicas feitas para se chegar ao desenho final. Clayton falou sobre o mural no museu os sentidos atribuídos ao painel, o  quão gratificante foi trabalhar com os Culture Keepers para finalizar e a apresentação no museu Afro Brasil.

Alexandra falou sobre a semana de intercâmbio, o contato com os Culture Keepers, a presenças de autoridades no lançamento do Painel/Mural, presenças como do Consul Geral dos Estados Unidos, a Ministra dos EUA para assuntos da África, Coordenadora Curatorial do Museu Afro Brasil, Coordenador do Núcleo Étnico-Racial do SME.

Clayton falou também sobre o desejo de ser multiplicador das ideias e conhecimentos para alunos da rede municipal de escolas e a busca de parcerias para a exposição itinerante e as oficinas para os diversos públicos, falamos também da expectativa sobre a semana de intercâmbio em Washington DC e Maryland e para a continuidade do projeto.







Visita dos Culture Keepers ao Brasil

Caros leitores e seguidores do nosso blog
Estivemos um pouco afastados do blog, mas por uma excelente razão, semana passada recebemos nossos companheiros do Culture Keepers aqui no Brasil, como muitos devem se lembrar faz parte do projeto a visita in loco dos grupos participantes, na semana de 12/04 a 18/04 os alunos estadosunidenses estiveram no Brasil, o Ónarìn Kojá irá para os EUA no próximo dia 24/05, estamos nos preparativos.
Recebemos oficialmente os CultureKeepers no domingo dia 13/05, nos encontramos com eles no SESC Vila Mariana, aonde fizemos algumas atividades de interação.
A primeira experiência entre as diferentes culturas a gente nunca esquece. Comunicar-se foi um desafio, inclusive para escolher o cardápio do almoço, a tarde seguimos para o museu para os alunos tomarem um primeiro contato com o acervo do Museu Afro Brasil.
14/05 - Segunda-feira
Os Culture Keepers, Ms. Chanel Compton, Ms. Maria Saldanha foram a nossa escola conhecer a realidade de uma das tantas escolas públicas que temos em São Paulo. Eles foram recebidos pelo professor Luiz Fernando Costa na sala dos professores e depois foram apresentados aos professores, visitaram o painel criado pelos alunos do Ónarìn Kojá e então fomos para a quadra realizar atividades de integração. São Muitas fotos para ver todas visitem a página inicial de nosso blog!